quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tapa na pantera

A Micareta do NR foi uma titica loucura. O treco que se movia com o som encalhou várias vezes, havia dementes por todos os cantos com garrafas d'água num puta frio de lascar te acertando a orelha, bêbados sem álcool eu era um deles amassando o pé dos pobres encolhidos indefesos, monitores sem um pingo de neurônios querendo dançar músicas em que todo mundo se abraçava e ficava andando/pulando/caindo/derrubando os outros de uma lado pra outro e pessoas achando que aquela era a hora certa pra copular no meio da multidão.
Mesmo que tudo estivesse conspirando pra no final a pessoa tomar um banho quente e pensar que jamais deveria ter descido do beliche, os animados ficaram felizes e acharam uma beleza. E eu era um deles.
Com os bracinhos pra cima, xingando os monitores a plenos pulmões cantando as músicas com todas as minhas forças restantes - porque, né, vamos lembrar que a gracinha aqui já tinha enfrentado uma crise de nervos  trincheira cheia de aranhas exóticas e um morro de lama cheio de retartados empurrando -, sorrindo amarelamente enquanto caçava as pessoas com câmera fotográfica na mão para aparecer gatinha no site e tentando sair viva da multidão, eu me diverti. E me perdi também, lógico.
Minhas amigas fofas queriam ser as últimas a entrar no meio do povão. COMIGO NÃO, FOFA. Me embrenhei no meio dos desconhecidos e lá fui. Ora eu encontrava algum ser conhecido, ora eu me perguntava aonde o mokoboco bocomoko havia se enfiado.
Depois de percorrer uma grande parte do trajeto, encontro, milagrosamente, Franco, meu bom e velho amigo. Rindo loucamente, sem enxergar direito, falar muito menos, fomos sendo levados. Eis que surge uma pessoa meio alta, branquela, com as marcas vermelhas da camiseta por causa do sol, cabelo característico.
Franco maligno diz: É o Carlotinha, dá um tapa nele!
Flávia diz: CAAAAAAAAAAAAAARLOTIIIIIIIIINHAAAAAA!!!...
...*Enquanto fala, Flávia agindo: mão direita espalmada tomando todo o impulso possível, arremessada com todas as forças existentes e encontrando as costas do suposto Carlota*
Suposto Carlotinha: UÁTAHELL????????????
"Carlotinha" virou-se de um pulo com expressão mais simpática possível e me olhou com aquele jeitinho carinhoso que um menino olha pra uma menina quando quer meter a mão na cara dela.

NÃO-ERA-O-CARLOTINHA

2 ladrões de quitutes passaram por aqui:

Jotapê disse...

Realmente, Flávia. Rapidez não é uma caristerística sua. Dois anos depois você me vem com essa história. E, tadinho do menino D:

AH, eu não consigo imaginar o Franco no NR...

Makika disse...

CAAAAAAARLOOOTIIIINHAAAA

É Flá, você e seus ataques violentos são realmente perigosos. Tenho marcas (jaboti olá) hahaha

Saudades do NR, #deusémas <3

Post lindo como sempre :D